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Imagens de Buda e os 8 grandes Bodhisattvas da cultura budista

Imagens de Buda e os 8 grandes Bodhisattvas da cultura budista

Sempre que a cultura budista é o tema central de uma arte decorativa é provável que nela consista elementos iconográficos repletos de simbolismos atrelados ao caminho do meio (majjhima patipada) que levou Siddharta Gautama a tornar-se Buda Shakyamuni (o Buda Histórico) com a iluminação. No Budismo Mahayana, esse despertar para a percepção plena do universo foi buscado por alguns discípulos chamados de Bodisatvas ou Bodhisattvas que em sânscrito significa seres sencientes que buscam o despertar.

O desejo de atingir o estado Buda (bodhicitta) os tornaram propensos a vivenciar em plenitude a sabedoria e a compaixão por tudo o que existe. E quando alcançaram o mais alto nível tornam-se Bodhisattvas-mahasattvas, o estado sublime mais próximo de Buddha, puderam transmitir qualidades importantes da filosofia budista para que todos os seres se iluminassem também.

Dentre o séquito de Buda, 8 Bodhisattvas estão entre os mais relevantes e, embora não estejam tão presentes na arte budista, inspiram as imagens de Buda que conhecemos na atualidade. Isso ocorre porque as representações dos Bodhisattvas normalmente não são icônicas, ou seja, não apresentam cor, postura ou atributos. Ainda assim, para cada um escolhemos um tipo de Buda que se conecta com suas essências e apresenta os valores que trouxeram para o mundo.

Mañjushri - O Buda da Sabedoria

A estátua de Mañjushri é a personificação da sabedoria Buda na decoração de interiores.

Manjughosa, Glória Gentil e Voz Gentil são alguns outros nomes de Mañjushri, o Bodhisattva da Grande Sabedoria e Aquele que é Esplêndido e Auspicioso. Venerado na Índia antes do século II d.C., período em que textos Mahayana foram traduzidos pelo monge Lokaksema para o chinês, é considerado a personificação de prajna -, ou seja, do discernimento, da sabedoria e da clareza perfeita.

É também conhecido como o príncipe do Dharma, que com a espada flamejante vajra liberta os seres da ignorância, dos apegos e das ilusões para permitir a ascensão ao estado iluminado. O dourado da escultura decorativa é extremamente simbólico e enfatiza que no Budismo a sabedoria é uma das virtudes mais valiosas que existem.

Vajrapani - O Buda do Poder

O Buda azul é a personificação da cura, dos antídotos para os venenos da alma.

Vajrapani é a personificação da capacidade e do poder de Buda, que, em outras palavras, é a força que converte e protege o Budismo diante dos obstáculos. É um dos primeiros e mais importantes Bodhisattvas, embora não seja, aparentemente, meditativo e sereno. Sua presença na decoração zen é centenária, marcada pela imagem de um guerreiro cercado pelo fogo, um símbolo de transformação. É também por isso que representa o protetor de Buda na literatura budista e inspira concentração e determinação nas práticas meditativas.

Assim como outros Bodhisattvas (vide Bhaisajyaguru), é constantemente interpretado na arte budista com a cor azul, sobretudo no Tibete. O azul escuro é associado ao mito de Amrita, o elixir da vida, onde o ingere contaminado pelo veneno Halahala. É a simbologia da cura, de que tanto o veneno quanto seu antídoto pode ser encontrado dentro de cada um.

Avalokiteshvara - O Buda da Compaixão

Avalokitesvara assume diferentes formas, como a feminina Kuan Yin, para aliviar o sofrimento de todos os seres.

Em sânscrito, Avalokitesvara pode ser traduzido como o “Mestre que contempla o mundo” e o mesmo sentido de compaixão e amorosidade é dado a muitas outras manifestações deste Bodhisattva da Compaixão Infinita. Um dos mais adorados no Budismo, por vezes considerado avatar de Amitabha (Buda da Luz Infinita), é apto a assumir diferentes formas a fim de aliviar o sofrimento de todos os seres e guiá-los à iluminação. É devido a essa capacidade de alcance que o mito que o circunda o caracteriza com mil braços e 11 cabeças.

No Zen Budismo é simbolizado por Kanzeon ou Kannon Bodhisattva, reverenciado no Sutra de Lótus da Lei Maravilhosa. Já na tradição chinesa é chamado de Kuan Yin ou Guan Yin e é retratado na figura feminina como “Aquela que ouve os lamentos do mundo” ou, simplesmente, a Deusa da Compaixão e Misericórdia. Sendo um poderoso símbolo de pureza, sua imagem promove a purificação do ser para o despertar.

Maitreya - O Buda do Futuro

A cabeça de Buda Gordo Feliz representa a amorosidade infinita e a benevolência de Maitreya Bodhisattva.

O único Bodhisattva que ainda não vivenciou a experiência terrena chama-se Maitreya - o amoroso em sânscrito. Ele é o Buda do Futuro, sucessor de Buda Shakyamuni, segundo a sua própria profecia. Nela, Buda descreve que quando se iluminar Maitreya, que vive no reino celestial de Tusita, contemplará a impermanência das coisas ou a natureza transitória do mundo em um período de longevidade, facilidades e alegrias celestiais.

A bondade amorosa e a benevolência com todos os seres são a essência deste Bodhisattva, cujas representações imagéticas variam conforme o artista e a vertente budista. Não é incomum vê-lo associado à figura do Buda Gordo ou Buda Sorridente (Shichi Fukujin), um dos 7 deuses japoneses da boa sorte. No Budismo Chinês, Hotei é outra manifestação comumente associada à Maitreya, que é caracterizado sentado, esperando sua vinda ao mundo.

Samantabhadra - O Buda Primordial

A placa de madeira com Budas inspira a ideia de que a iluminação é conquistada com o cultivo da sabedoria.

As orações de aspiração e as oferendas na prática budista são especialmente guiadas por Samantabhadra, o Digno Universal ou Bodhisattva da Bondade Universal. Seus 10 votos são representativos da missão de um Bodhisattva e incentivam os budistas a lapidar a conduta com humildade, respeito e compaixão. A enfática prática contemplativa e as virtudes o tornaram parte da Trindade Shakyamuni ao lado de Gautama Buddha e Mañjusri.

No Budismo Esotérico (Vajrayana), muito popular no Tibete, assume a forma do Buda Primordial, a personificação da consciência divina e do conhecimento. Não obstante é retratado segurando ou sentado sob uma flor de lótus, símbolo de pureza e elevação espiritual. Na interpretação artística mais distinta aparece com uma contraparte feminina, Samantabhadri, simbolizando juntos a sabedoria que pode ser cultivada.

Sarvanivarana-Vishkambhin - O Removedor de Obstáculos de Buda

Os mantras de Sarvanivarana-Vishkambhin são relevantes para quem almeja meditar livre de distrações.

Sarvanivarana-Vishkambhin é considerado o Bodhisattva Removedor Completo de Obscuridades devido a capacidade de purificar as ações, remover os obstáculos internos e externos e promover uma meditação bem-sucedida. A palavra Nivarana que integra seu nome refere-se às cinco distrações ou obstáculos mentais (kleshas) que obstrui para que todos possam alcançar a iluminação. São elas: a preguiça e torpor (thina-middha), o desejo (kamacchanda), a má vontade (vyapada), a dúvida (vicikiccha) e a inquietação e arrependimento (uddhacca-kukkucca).

A qualidade purificadora de Sarvanivarana-Vishkambhin converte seus mantras em auxílios poderosos para melhorar o foco e meditar sem distrações. É por isso que muitas vezes é retratado em postura de meditação (asana) sobre uma flor de lótus como ilustra este Buda na mandala de madeira para decoração de parede.

Kshitigarbha - O Buda da Fertilidade

Tanto cintamani quanto a flor de lótus transformam o caminho daqueles que buscam a iluminação.

A maioria dos Bodhisattvas deixaram de se tornar Buddhas para auxiliar todos os seres a alcançar a iluminação. Assim é o Bodhisattva da Fertilidade da Terra, Kshitigarbha, também considerado o Tesouro da Terra, o Ventre da Terra ou a Essência da Terra. Ele se dedica a acessar os lugares mais difíceis, inclusive o inferno (o mais inferior dos 10 reinos do Dharma), para amparar todos os que sofrem. Não é de se surpreender que sua imagem seja encontrada abrigando as cinzas dos falecidos nos cemitérios e monastérios.

Nas tradições budistas da China e do Japão é conhecido como Dizang Pusa ou Jizo, o Protetor das Crianças, respectivamente. Sua escultura decorativa se assemelha a de um monge, dado a simplicidade, que segura a pedra cintamani na mão - uma joia que tem o poder de iluminar a escuridão. E é por isso que esta luminária de mesa de Buda foi a escolhida para traduzir a essência deste ser iluminado.

Akashagarbha - A Personificação das Bênçãos de Buda

Cada detalhe que forma a iconografia de Buda tem importante significado na cultura budista.

O Bodhisattva Akashagarbha representa o “Tesouro do Espaço Ilimitado”, o “Núcleo do Espaço” ou o “Armazenamento do Vazio” - contrapondo a associação à terra de seu irmão gêmeo de Ksitgarbha. Ele simboliza a benção da Sabedoria Perfeita de Buda que há em tudo o que existe, sendo tão ilimitada quanto o espaço. Através dela é possível purificar transgressões para erradicar a ignorância e desenvolver discernimento.

A crença de que entoar seu nome, mantra ou ter sua imagem promova a sabedoria e a criatividade o tornou o Bodhisattva patrono dos artesãos. Akashagarbha também tem extrema importância na fundação do Budismo Shingon, sendo uma das 13 divindades da Escola da “Palavra Verdadeira”. É correspondente a esses méritos que constantemente é ilustrado com muita ornamentação; embora, cada detalhe iconográfico, assim como a cabeça de Buda, apresenta sua própria história e simbologia no Budismo.

Ainda que não possua a imagem de um Bodhisattva para decoração de interiores cabe a você realizar o exercício de perceber em tudo o que existe a essência que promovem na filosofia budista. Nós nos atentamos às imagens de Budas, mas há outras artes zen em nossa loja online que igualmente transformará o ambiente e te levará mais próximo do caminho da iluminação.

Namastê!

Milene Sousa - Arte & Sintonia

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